Existe você calcular uma trajetória na vida, seja o que for, um tipo de almoço específico, uma semana de férias – calculou a meta, e chegou na meta.
Virei para minha companheira de união estável e disse, começo deste ano: “Terei subido um degrau na minha carreira quando trabalhar com Daniel Furlan e Caíto Mainier. São o que há de mais fino em humor brasileiro atual.” E de fato passou-se alguns meses, aqui eu ao lado deles. Daniel Furlan, Caíto, Raul Chequer, Leandro Ramos – o Choque de Cultura.

E não apenas contracenando. A mando da personagem de Paulo Miklos, estávamos eu e Ricardo Romão caçando eles!
Estar lá no set, conversar com o diretor, trocar expectativas e experiências, ensaiar – nada que a vida inteira não tivéssemos feito, eu e Romão meu companheiro inseparável de bandidagem encenada. Mas agora estávamos fazendo isso com o povo que todo mundo conhece e admira.
Pouco texto, poucas cenas, apenas quatro diárias. Mas em outros trabalhos, foram ainda menos. Há um crescimento acontecendo na minha carreira. Estou batalhando por ele. E vou chegar lá.
Levei alguns meses para me dar conta que neste mesmo lugar que estava todo feliz batendo fotos com meus ídolos, foi a praia da Macumba onde encontraram o corpo de Alexandre von Baumgarten.
Deixe um comentário